Quem diria que em 2020 seríamos tomados por uma tempestade
devastadora, e porque não dizer mortífera, a chamada Pandemia da Covid-19
chegou, bateu em nossa porta e sem pedir licença entrou e se
acomodou.
Fomos todos pegos de surpresa com as medidas impostas pela
portaria 356, do Ministério da Saúde que disciplinou as iniciativas adotadas
para combater o Coronavírus no país. Dentre elas, o isolamento social com
quarentena, algo a que os brasileiros não estavam habituados, foi a de maior
impacto para o psicológico das pessoas, segundo o então Ministro da Saúde, Luiz
Henrique Mandetta.
As medidas protetivas trouxeram transtornos e mudanças de
rota e, de repente, vimos empresários, funcionários, equipes escolares, alunos
e grande parcela da sociedade ser mandada pra casa sem direito de escolha.
Então, o que dizer dessa mudança?
Inicialmente, demos boas-vindas à quarentena, que de cara
parecia suave. Afinal, o vírus ainda não tinha mostrado sua face mais cruel, a
mortandade. No entanto, com o passar dos dias e as faxinas na casa, celebrações
familiares e outros rituais de isolamento que, há muito, a falta de tempo não
nos permitia, percebemos que ficar em casa foi se tornando desgastante e
enfadonho, pois passamos a perceber os efeitos negativos do confinamento, como
a perda da liberdade de ir e vir e seu impacto no corpo e na mente. Dessa
forma, tentar viver com qualidade mesmo com a nova rotina imposta pela
pandemia virou um desafio.
Mas, como viver bem em tempos caóticos? Como dizia o general
romano Pompeu em seus discursos de encorajamento aos marinheiros em meio as
adversidades do mar: “Navegar é preciso, viver não é preciso!”. No contexto em
que nos encontramos, porém, a questão não é apenas lutar ou sobreviver, mas
tentar viver de forma proveitosos nessa quarentena, missão que faz a sentença
do líder ficar ainda mais desafiadora.
Mas, nesse contexto, viver bem, preservando a mente de
transtornos psiquiátricos é mesmo possível? Para o médico psiquiatra Marcos
Estevão dos Santos Moura, nós precisamos entender que é necessário criar
hábitos saudáveis dentro de casa para não sofrermos com o medo e as crises de
ansiedade provocadas pelas incertezas que a pandemia trouxe. Ele indica que se
aproveitarmos esse tempo com excelência, essa oportunidade soará como um
presente da vida.
Com isso, encontramos inspiração para dar continuidade à
nova rotina, pois, parafraseando Pompeu: “Viver bem é preciso, entrar em
desespero, não!” Mas, para além dos discursos, o que podemos fazer para
afetar positivamente nossa rotina durante a quarentena? A resposta pode estar
na readequação de nossos hábitos, para que possamos buscar a equalização dos déficits causados pelo isolamento
social.
Assim, elencamos três ações que podem nos fazer bem em tempos de pandemia: a leitura de bons livros, que além de fazer bem para a mente, amplia os conhecimentos e enriquece o léxico; o resgaste de contatos com familiares e amigos, que podem ser feitas, por exemplo, através das chamadas de vídeos, ou de gravações de vídeos, isso ajudará a manter o equilíbrio emocional e, finalmente, o engajamento em cursos de EAD (Educação a Distância) tendência que expandiu trazendo facilidade a quem está com mais tempo em casa.
Agora, não se pode deixar o corpo de lado e nesse momento,
os exercícios físicos diários com acompanhamento de um profissional online,
podem ser ótimas pedidas para o preenchimento da lacuna de inquietação causada
pela ansiedade e angústia que têm nos rodeado.
Como vimos, àqueles que deletarem o 'modo antigo de ser' e buscarem atualizar a rotina em tempo hábil, conseguirão passar pelas intempéries da quarentena sem prejuízos e ainda adquirindo conquistas significativas, porque, afinal de contas, é possível aproveitar bem a vida em qualquer tempo, basta que busquemos resiliência e aprendamos a cultivar bons hábitos.

Excelente texto representa muito bem o nossoo cotidiano nessa quarentena.
ResponderExcluirParabéns a autora Edileusa Alves Porto Macedo 👏🏼👏🏼
Edileusa Alves Porto Lindo texto. Parabéns 👏👏👏
ResponderExcluirUaaau! Parabéns, texto incrível.
ResponderExcluirParabéns, a está grande autora: Edileusa Porto, sábias palavras.
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