quinta-feira, 18 de junho de 2020

O QUE FAZER PARA MANTER O EQUILÍBRIO MENTAL E VIVER BEM DURANTE A QUARENTENA? - Por André Vianello

  
Cuidados com corpo e mente estão em alta no isolamento


Isolamento, crise econômica e incerteza quanto ao futuro por conta da pandemia de Covid-19 têm deixado temerosas e ansiosas milhões de pessoas ao redor do mundo. Foi num quadro semelhante em 2003, durante a epidemia de Sars, que a organização Mundial da Saúde (OMS) detectou um aumento de 31% nos casos de depressão e de 29% nos de estresse pós-traumático em função da quarentena imposta pela doença na China.  

Em situações como essa manter a saúde mental pode ser um grande desafio para a maioria das pessoas. Mas, pequenas atitudes podem dar respostas efetivas aos episódios de ansiedade, um dos sintomas mais graves de quem enfrenta uma crise depressiva. 

Fomos, desde sempre, incentivados a pensar pela lógica do “cada macaco no seu galho”, esse adágio popular pregou, para uma geração inteira, que viver a vida sem se preocupar com a do vizinho era sinônimo de boa etiqueta. No entanto, com a chegada da pandemia de Covid-19, o planeta inteiro foi, literalmente, pego de “calças curtas” pelo isolamento, desnudando fragilidades da falsa ideia de proximidade trazida pelas redes sociais. 

Mas, toda crise é também oportunidade de reflexões necessárias e, na maioria das vezes, por causa dela, é possível que toda uma sociedade saia da zona de conforto, vencendo as etapas necessárias para o amadurecimento coletivo. Aparentemente, a receita do equilíbrio sempre esteve disponível, de forma natural, em alguns indivíduos, estamos falando da resiliência. Palavra da moda, esse termo, que veio das ciências exatas significa a propriedade que alguns materiais têm de recuperar sua forma original depois de submetidos a uma grande força com potencial de comprometer sua estrutura.

Profissional da saúde mental, Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria, orienta que mesmo suportando solidão, medo e outras tensões agudas durante a quarentena, nem todas as pessoas irão adoecer, pelo fato de se manterem alertas em relação ao autoequilíbrio. Entre os pontos que merecem destaque nesse jogo de harmonia corpo e mente, podem ser elencados: ser resiliente, dosar o estresse, praticar o otimismo, recordar boas lembranças, buscar informações verdadeiras, evitar a negação da realidade, enfrentar as adversidades de maneira consciente e perceber que tendemos a ver as coisas pior do que elas realmente são.

Como se pode constatar, a maioria dos itens da lista acima podem ser buscados mesmo na condição de isolamento, pois dependem de nós mesmos. Se, por exemplo, sabemos que determinado noticiário na TV tem o potencial de roubar nossa tranquilidade, poderemos deixar de vê-lo para controlar nosso nível de estresse e, ao vermos pessoas de grupos de risco vencendo o vírus, ficamos mais otimistas diante da crise. 

Buscando ocupar a mente durante o isolamento, o casal Maria e José Silva, decidiu fazer pequenas reformas na casa, bem ao estilo, ‘faça você mesmo'. O trabalho que incluiu lixar e pintar as paredes, consertar o telhado e a encanação hidráulica, além da reforma de móveis velhos, teve o apoio de vídeos tutoriais da internet.

No meio da trabalheira, José encontrou, dentro de um baú de madeira fechado há mais de 20 anos, uma coleção de livros que marcou sua infância com os irmãos. O achado, além de boas histórias, trouxe lembranças através das fotos e bilhetes antigos que estavam no interior das páginas. “Foi uma bela surpresa que aflorou histórias que nunca havia contado à minha mulher, rimos muito e os objetos renderam noites inteiras de conversa, antes de dormir”, contou o homem.

Há também famílias que preferem assistir séries no streaming, ao invés dos noticiários; outras organizam a rotina diária com horas determinadas para trabalho doméstico, dividido democraticamente, jogos de tabuleiro e até exercícios para manter a saúde física em dia.

Tudo isso somado, temos, depois do sinal de igual uma receita de bem-viver, que não será alcançada sem algum esforço e busca de autoconhecimento de nossa parte, para que a crise possa se tornar oportunidade de crescimento.  

         

BEM-VIVER NOS TEMPOS DE QUARENTENA E COVID-19 - Por Edleusa Porto


 
As tradições, como jogos de tabuleiro, retornaram com força

Quem diria que em 2020 seríamos tomados por uma tempestade devastadora, e porque não dizer mortífera, a chamada Pandemia da Covid-19 chegou, bateu em nossa porta e sem pedir licença entrou e se acomodou. 

Fomos todos pegos de surpresa com as medidas impostas pela portaria 356, do Ministério da Saúde que disciplinou as iniciativas adotadas para combater o Coronavírus no país. Dentre elas, o isolamento social com quarentena, algo a que os brasileiros não estavam habituados, foi a de maior impacto para o psicológico das pessoas, segundo o então Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

As medidas protetivas trouxeram transtornos e mudanças de rota e, de repente, vimos empresários, funcionários, equipes escolares, alunos e grande parcela da sociedade ser mandada pra casa sem direito de escolha. Então, o que dizer dessa mudança?

Inicialmente, demos boas-vindas à quarentena, que de cara parecia suave. Afinal, o vírus ainda não tinha mostrado sua face mais cruel, a mortandade. No entanto, com o passar dos dias e as faxinas na casa, celebrações familiares e outros rituais de isolamento que, há muito, a falta de tempo não nos permitia, percebemos que ficar em casa foi se tornando desgastante e enfadonho, pois passamos a perceber os efeitos negativos do confinamento, como a perda da liberdade de ir e vir e seu impacto no corpo e na mente. Dessa forma, tentar viver com qualidade mesmo com a nova rotina imposta pela pandemia virou um desafio.

Mas, como viver bem em tempos caóticos? Como dizia o general romano Pompeu em seus discursos de encorajamento aos marinheiros em meio as adversidades do mar: “Navegar é preciso, viver não é preciso!”. No contexto em que nos encontramos, porém, a questão não é apenas lutar ou sobreviver, mas tentar viver de forma proveitosos nessa quarentena, missão que faz a sentença do líder ficar ainda mais desafiadora.  

Mas, nesse contexto, viver bem, preservando a mente de transtornos psiquiátricos é mesmo possível? Para o médico psiquiatra Marcos Estevão dos Santos Moura, nós precisamos entender que é necessário criar hábitos saudáveis dentro de casa para não sofrermos com o medo e as crises de ansiedade provocadas pelas incertezas que a pandemia trouxe. Ele indica que se aproveitarmos esse tempo com excelência, essa oportunidade soará como um presente da vida. 

Com isso, encontramos inspiração para dar continuidade à nova rotina, pois, parafraseando Pompeu: “Viver bem é preciso, entrar em desespero, não!” Mas, para além dos discursos, o que podemos fazer para afetar positivamente nossa rotina durante a quarentena? A resposta pode estar na readequação de nossos hábitos, para que possamos buscar a equalização dos déficits causados pelo isolamento social.

Assim, elencamos três ações que podem nos fazer bem em tempos de pandemia: a leitura de bons livros, que além de fazer bem para a mente, amplia os conhecimentos e enriquece o léxico; o resgaste de contatos com familiares e amigos, que podem ser feitas, por exemplo, através das chamadas de vídeos, ou de gravações de vídeos, isso ajudará a manter o equilíbrio emocional e, finalmente, o engajamento em cursos de EAD (Educação a Distância) tendência que expandiu trazendo facilidade a quem está com mais tempo em casa. 

Agora, não se pode deixar o corpo de lado e nesse momento, os exercícios físicos diários com acompanhamento de um profissional online, podem ser ótimas pedidas para o preenchimento da lacuna de inquietação causada pela ansiedade e angústia que têm nos rodeado.

Como vimos, àqueles que deletarem o 'modo antigo de ser' e buscarem atualizar a rotina em tempo hábil, conseguirão passar pelas intempéries da quarentena sem prejuízos e ainda adquirindo conquistas significativas, porque, afinal de contas, é possível aproveitar bem a vida em qualquer tempo, basta que busquemos resiliência e aprendamos a cultivar bons hábitos.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

A TRAGÉDIA MUNDIAL QUE AJUDOU MUITOS A SE ENCONTRAREM - Por Káren Katherine

 

Reorganizar a rotina exige equilibrio e decisões acertadas


Estamos diante de uma pandemia que trouxe transtornos irreversíveis à
população 
já que os números alarmantes de óbitos impressionam o mundo e não se trata apenas de números, mas de vidas que faziam parte de famílias, um impacto incalculável.

              Em diversas partes do país, acontecem ações de prevenção à Covid – 19, uma busca incessante de não cairmos num caos ainda maior. 


Observamos, por meio das redes sociais, os diversos cenários do cotidiano das pessoas, algumas ressaltam as insatisfações, outras, preocupações e estresse resultante do isolamento. Essas expressões são feitas através das redes sociais, pois a tecnologia facilitou a comunicação e o acesso imediato à informação disponibilizado pelos próprios internautas, reflete a busca desesperada de se fugir da situação atual, tendo no rol dos conteúdos compartilhados saudade, solidariedade, amor e, claro, imagens marcantes.


Para o filósofo Verlaine Freitas da  da UFMG, o entrelaçamento do indivíduo com os meios social, econômico, político pode ocasionar uma tensão ainda maior a quem está isolado e preocupado com as incertezas do futuro. O bombardeio de notícias que chega até nós, dia após dia, não deixa de afetar a psique e é compreensível que isso aconteça, pois foi uma mudança brusca na rotina para todos. 


Sem aulas presenciais, as famílias passaram a ficar em casa tentando articular atividades para ocupar os filhos, agora  e tendo que organizar os deveres e afazeres. Essa nova realidade também demonstrou que nesse momento é preciso buscar resiliência e  força para auxiliar os mais fracos. 

Bem- viver nesse cenário mundial pode até parecer difícil, contudo, muitos estão conseguindo se encontrar e até a face mais dura da pandemia, a perda de familiares, trouxe lições sobre o valor de passar mais tempo com as pessoas amadas, valorizando até as pequenas divergências. 


Quem sabe a rotina de trabalho não passava de uma espécie de refúgio de situações mal resolvidas em casa e com reflexos na faculdade, escola, enfim, na vida. O certo é que, em tempos de isolamento, ter liberdade para sair é um anseio notório, mas, diante da total impossibilidade, só nos resta fazer a nossa parte para que tudo volte à normalidade da melhor maneira. Por isso, quando tudo passar, tenha cuidado para não fazer de sua liberdade uma maneira de se distanciar daqueles que mais se importam com você, as pessoas são nosso bem mais precioso. 


ESTRATEGISTAS AJUDAM NO COMBATE AOS MALES DA QUARENTENA - Por Célia Sousa Carneiro


Arregaçar as mangas pode tornar a quarentena menos 'pesada'

A cidade de Marabá entrou em um circuito de estratégias de enfrentamento à Covid-19 – doença causada pelo Coronavírus. A OMS, procurando evitar o alastramento da doença, recomendou aos gestores municipais, estaduais e federais que adotassem medidas para promover o isolamento social e o distanciamento entre as pessoas. Marabá adotou o isolamento, que tem contribuído de forma significativa para controlar a propagação do vírus, uma vez que uma única pessoa infectada pode contaminar diversas outras, inclusive aqueles que estão em grupos de risco.

 É preciso ter atenção também com a saúde mental, os autores de um artigo publicado pela revista britânica Lancet, em março de 2020, afirmavam que questões como não saber quanto tempo durará a quarentena, o medo de serem infectadas e as possíveis perdas financeiras figuram entre as maiores preocupações das pessoas isoladas.

 Observa-se que a doença obrigou a população a viverem momentos desagradáveis e de enfrentamento, há até quem diga estar para enlouquecer de tanto ficar em casa. Por outro lado, existem pessoas que dizem ter encontrado uma nova forma de viver e que estão até gostando dessa nova fase da vida. Mesmo com os pensamentos diferentes a respeito da doença, o que se vê é que essa crise está testando tudo e a todos. Os que acreditam e os que não acreditam em um futuro melhor.

 Em todo caso, há outras medidas de mitigação dos prejuízos trazidos pela pandemia, que estão ao alcance das pessoas comuns, como a ingestão de alimentos que protegem nossas células e aumentam a imunidade, como: frutas vermelhas, uva, ameixa, framboesa, verduras, legumes, arroz e feijão, recomendação é da nutricionista Simone Komatsu. 

Já a psicóloga Aline Silveira nos alerta que devemos manter nossa mente saudável e em condições favoráveis ao enfrentamento desses novos desafios que têm surgido em decorrência da situação em que nos encontramos.

 Desse modo, faz-se necessário dormir bem e alimentar-se de forma saudável. Mas, como lembra a Associação Brasileira de Nutrologia, não existem alimentos milagrosos que curem ou evitem a Covid-19, por isso, é preciso também ter hábitos saudáveis que ajudem o sistema imunológico, como: praticar exercícios físicos, ler, conversar com quem está dividindo a quarentena em casa e fazer vídeo-chamadas com familiares. Com isso, passaremos a quarentena com a mente e o corpo em equilíbrio.


BEM-VIVER NA QUARENTENA (Dicas interessantes para o isolamento) - Por Valdenes Duarte


Mesmo com a complexidade, fazer as pazes com a mente é necessidade inadiável

    

      Foi tudo muito rápido, algo de ruim aconteceu e está tirando a tranquilidade das pessoas mundo a fora. A notícia veio à tona quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou sobre uma nova doença que até o final de janeiro de 2020, muito embora se soubesse causada pelo Novo Coronavírus, não tinha nome definido. 

       Por isso, os governos foram alertados a fim de monitorar e realizar testes em casos suspeitos. Mas estariam os países preparados para a situação?

             O primeiro caso surgiu na China, em dezembro de 2019. No início de março, essa doença assumiu status de pandemia, conforme foi divulgado no G1, em 03 de abril deste ano. Até essa data, já eram 114 países atingidos pelo Novo Coronavírus. Entre o período de janeiro a março, o número de infectados saltou de 100 para 800 mil no mundo, e em 02 de abril ultrapassou 1milhão de casos. Só depois de tudo isso a OMS percebeu que não se tratava de uma doença qualquer, começando a orientar ‘ministérios da saúde’ para medidas e ações visando conter o avanço dessa enfermidade. Entre elas estavam o isolamento social e a quarentena.

            Essa última vem provocando ansiedade e medo nas pessoas por causa da insegurança gerada, já que o comércio ficou fragilizado economicamente, pessoas perderam seus empregos, eventos começaram a ser cancelados ou adiados indefinidamente. Mas, nada disso se compara a morte de mais de 54 mil pessoas, segundo o (G1), número elevado mesmo frente aos mais de 218 mil recuperados.

            Apesar dos problemas que surgiram, sabe-se que é possível bem-viver na quarentena e um dos meios de conquistar isso é valorizar a família e utilizar meios para preservar a saúde. Dessa forma, esse é um período que requer mais harmonia dos membros familiares, além de respeito, compreensão, dedicação, ajuda nas tarefas domesticas. E, como ninguém é de ferro, ver filmes juntos também pode ser uma alternativa bem relaxante. 

          Ficar em casa talvez não seja um programa dos melhores, mas, diante do imperativo de saúde pública, resta-nos evitar doenças da mente. Para Andrea dos Santos Nascimento, psicóloga e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) é importante que as pessoas criem uma rotina, mesmo dentro de casa com horário para acordar, meditar e preparar o almoço, por exemplo. A profissional, em entrevista ao site de A Gazeta, lembra que quando a quarentena passar você verá que o tempo em família valeu a pena. 

            Outro assunto importante é a saúde física, que não pode ser deixada de lado  e, os cuidados devem ser redobrados. Buscando ainda auxiliar as famílias isoladas, a nutricionista Ruth Cavalcanti Guilherme, presidente da Associação Brasileira de Nutrição, recomenda a ingestão de alimentos ricos em nutrientes como o zinco, selênio e as vitaminas A, B6, C e E, que cumprem bem o papel de fortalecer a imunidade. Ela ainda orienta sobre a necessidade de se comer mais frutas, legumes e peixes. Se a dieta incluir carne vermelha e de porco, essas devem ser bem cozidas ou bem assadas e, por fim, é bom que se evite frituras, doces, além de bebidas calóricas como refrigerantes.

            Durante esse período com tantos problemas, cada um precisa fazer a sua parte cumprindo as orientações quanto aos cuidados que tornam a vida mais saudável e contribuem para o bem-viver.

 

 


 

EM TEMPO DE COVID-19, É INEVITÁVEL SE REINVENTAR E AUTOCONHECER - Por Patrícia Leal


Muitas famílias estão se redescobrindo no isolamento social

O mundo presencia uma pandemia que impacta a rotina nas sociedades e nos motiva a avaliar e a readaptar a nossa vida. Essa conjuntura provoca várias emoções que merecem atenção, ao mesmo tempo em que nos conduz a uma reflexão: olhar além e se reinventar.

De uma hora para outra, milhares de pessoas ficaram confinadas em casa, tendo sua realidade modificada sem saber quando voltaram à “normalidade”. 

Não importa seu credo, filosofia de vida, grau de escolaridade ou dinheiro se ainda não há vacina para essa doença, pois, toda a humanidade está sendo obrigada a conviver com a Covid-19, grande parte sem o mínimo de dignidade para sobreviver. Nos jornais, a todo instante, presencia-se um bombardeio de notícias lastimáveis de vidas sendo ceifadas pelo vírus letal e silencioso.

A quarentena trouxe incertezas e angústia, afinal, as mudanças foram radicais em nosso cotidiano, e ficar em casa “trancado”, ocupando o tempo de forma saudável e produtiva exige esforço e resiliência. Além do mais, a interrupção brusca da nossa rotina somada às tristes notícias que chegam a todo  momento e à proximidade de pessoas com o vírus trazem transtornos à nossa saúde mental. Assim, especialistas em desenvolvimento humano indicam o autoconhecimento para as pessoas manterem o equilíbrio em qualquer eventualidade. Então, que fazer?

Sem um resposta efetiva, viver em isolamento social pode nos conduzir a vencer esses desafios e reavaliar as nossas prioridades. Agora, há tempo para olhar ao nosso redor, verificar os pontos em que precisamos ser moldados e convivermos com a família de forma saudável. Ter essa oportunidade é muito importante para redirecionarmos nossa vida e enxergarmos o que a correria cotidiana nos empedia de constatar, é preciso investir naquilo que é primordial.

Por isso, precisamos nos reinventar em todos os âmbitos e tornar os dias mais leves, assumindo uma postura resiliente que ajude a amenizar a situação de pressão e, mitas vezes, de sofrimento. Nesse sentido, muitas famílias adotaram cronogramas com atividades diárias bem sistematizadas para redirecionar a vida. Há quem tenha passado a praticar gestos simples como ajudar idosos através de favores, seja lenado cartinhas ou realizando compras em supermercados. Outra campeâ de aderência do público são as lives, tão populares nesse período, que além de oferecerem entretenimento, deixam as pessoas mais próximas de seus artistas preferidos.

A pandemia obrigou a humanidade a sair da zona de conforto e a observar a sua realidade de por outro prisma. A pausa forçada pode ser propícia ao autoconhecimento e afirmação quanto às verdadeiras prioridades. Dizer que voltaremos à ”normalidade” é um equívoco, já que o “novo normal" trouxe aprendizados como priorizar a família, aumentar o comprometimento com a sociedade, através da solidariedade, da amizade e da empatia. Assim, ressignificar a nossa vida com pequenos atos pode fazer diferença hoje e futuramente, após a pandemia.




O BEM-VIVER NA PANDEMIA - Por Sônia Cristina Caldas



É  preciso celebrar a vida mesmo diante das adversidades

Enganam-se aqueles que pensam ser a Covid-19 a primeira pandemia a mudar toda a rotina humana. No século XX, a “gripe espanhola”, que chegou ao Brasil em 1918 a bordo do navio Demerara, ceifou a vida de aproximadamente 35.000 pessoas em todo o mundo.

Da mesma forma que ocorreu há mais de cem anos, o povo brasileiro e alguns governantes ignoraram a ameaça, tratando-a como uma “gripezinha”, e não mantiveram o isolamento social necessário para contê-la. Como disse o filósofo Edmund Burke: “Aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la” e o resultado foi o avanço desenfreado desse vírus letal sobre grande parte da população, chegando às mais diversas classes sociais.

Diante da situação, tornou-se necessário realizar mudanças na vida de todos: Home Office, aulas online e até restrições de horários e funcionamento a locais públicos. Essas mudanças necessárias de combate ao Coronavírus, que provocaram reflexões profundas na sociedade, deveriam ter estimulado a empatia e o bem coletivo, entretanto, o que realmente saltou aos olhos foi a individualidade com remédios sumindo de farmácias e a súbita alta nos preços dos alimentos, graças às compras além do necessário, que deixaram muitas famílias à míngua e de despensas vazias.

O povo brasileiro estava acostumado ao lazer com praia no final de semana, às compras no comercio e tarefas cotidianas como sair para trabalhar, estudar ou levar os filhos à escola. Por isso mesmo, realizar uma mudança tão brusca nessa cultura urbana não foi tarefa fácil. A notícia do isolamento social foi recebida pelo cidadão comum como desnecessária, enquanto a classe empresarial se apressou em apontar, unilateralmente, para as perdas financeiras, mesmo com as previsões alertando para as ameaças a milhares de vidas à medida que os meses fossem avançando. Ao que parece, sair da rotina soou como uma quebra do direito de ir e vir, sem considerar a importância do isolamento social. 

A velha frase “ o homem é um ser social” fica evidente, quando se percebe o quão difícil é ficar em casa, com a sensação de aprisionamento e os riscos à saúde mental gerados pela ansiedade e angústia, quadro que pode desencadear depressão.

Entretanto, tudo tem, pelo menos dois lados e muita gente consegue encontrar aspectos positivos no isolamento, como poder realizar tarefas em família, ler livros, conversar mais com os filhos, relembrar a infância com jogos de tabuleiro, narrativas e até cantigas. É preciso enxergar que tudo isso permitiu valorizar pequenas e importantes coisas da vida, o fato é, que agora, embora a contragosto, contamos com mais tempo, artigo de luxo no mundo moderno.

Em nosso estado, a doença se instalou inicialmente na capital, levando milhares de pessoas a uma corrida aos hospitais públicos e particulares, que por causa da enorme demanda entraram em colapso. Nesse momento crítico, milhares de vidas foram ceifadas, muito embora o governo promovesse campanhas e apelos na mídia para que as pessoas ficassem em casa ou ainda decretassem o estado de Lockdown.

Mesmo com tanta informação disponível, muitos ignoraram as normas da Organização Mundial da Saúde, se expondo a riscos desnecessários para seguir ideias equivocadas da autoridade máxima do país, que ao invés de proteger a população, provocou confusão os levando à morte.

A saúde que deveria estar em primeiro lugar foi colocada em segundo plano, que pressionada pelos grandes empresários, perdeu para a economia. Assim, o contágio seguiu seu curso natural, migrando para o interior do estado onde a estrutura hospitalar é precária, agravando a situação ainda mais.

No passado não havia hospitais públicos, eles surgiram com a epidemia de Malária e foram organizados por Carlos Chagas, que assumiu o que hoje designamos como Ministério da Saúde. O sanitarista criou uma cartilha com instruções de higiene e isolamento social, que passaram a ser seguidas pela população. Hoje em pleno século XXI, com poucos hospitais e a saúde ainda precária, foi necessário instalar hospitais de campanha para atender a população. 

Para que não se perca a sanidade mental é necessário manter o convívio com pessoas de nossas relações afetivas e sociais por meio das ferramentas e mídias digitais como videoconferências, postagens de fotos, mensagem aos amigos e familiares separados pelo isolamento, a fim de que estreitar os laços de afeto e eles saibam que quando isso tudo acabar, o abraço e aperto de mão serão recebidos com alegria, indicando o início de um novo tempo de renovação espiritual e vida melhor para todos.


 


terça-feira, 16 de junho de 2020

SAÚDE MENTAL NA QUARENTENA - Por Fernanda Irineu


Por um novo olhar para nossas vidas

Saúde Mental é um termo muito usado para descrever a postura das pessoas que têm a capacidade de administrar a própria vida e emoções, estando, sobretudo, bem consigo e com os outros. 

Entretanto, com a decretação, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da pandemia do Corona virus, quarentena e isolamento social, realidade já conhecida em algumas regiões da Ásia, mas inédita no Brasil, manter o cuidados com a saúde da mente pode ser bem desafiador para muita gente.

O primeiro sinal de alerta que pode denunciar o abalo emocional é o medo, que ao longo da história humana foi fator decisivo de nosso instinto de sobrevivência. A atual realidade obriga-nos a permanecer dentro de nossos lares, mudar nossos hábitos do cotidiano e, com novos ingredientes como a fixação nos cuidados com a familia, para que não haja novas contaminações. Considerado o quadro, o que esperar de seres humanos, senão o afloramento das fragilidades.

Assim, a pandemia e, em consequência, a quarentena têm trazido expectativas ruins para todos, seja na economia, na área profissional e até, como dissemos, na saúde. A tensão aumenta ainda mais quando pensamos na precariedade do Sistema Único de Saúde (SUS).

O professor Cristian Zanon, do Instituto de Psicologia da UFRGS aponta, no artigo,  COVID-19: implicações e aplicações da psicologia positiva em tempos de pandemia, para a importância da saúde mental durante a quarentena, orientando que é necessário introduzir na rotina valores como resiliência, autocompaixão, criatividade, otimismo e esperança, a fim de enfrentarmos os males psicológicos trazidos pela crise do Coronavírus. 

Enfim,  a  covid-19  tem afetado a saúde mental  das pessoas, aumentando os níveis  de estresse e ansiedade, contudo, esse tem sido um período intenso, reflexivo e de grandes mudanças, mas tudo isso dependerá da forma de como enxergamos e lidamos com o problema. Se alinharmos a mente e o corpo com ideias positivas, provavelmente assumiremos uma postura mais madura diante das dificuldades. É  preciso entender que a quarentena pode promover aprendizados, mas resta saber se saberemos como aproveitá-los para o nosso crescimento pessoal.


EM TEMPOS DE QUARENTENA - Por Ana Cleide Araújo

A delicada arte de manter o equilíbrio emocional


De acordo com a OMS, saúde é o “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de afecções e enfermidades”. Para isso é necessário cuidar não somente do corpo, mas também das emoções. 
Mas, no século XXI, nos habituamos a uma vida agitada, sempre correndo de um lado para o outro: trabalho, academia, shopping center, etc. as consequências é que passamos a manifestar quadros de fadiga, estresse, síndrome de burnout, depressão, entre outros problemas de natureza física e psicológica. 

Em 2013, num evento na Fiesp em que especialistas debateram temas sobre saúde e bem estar, na ocasião, Ana Maria Malik, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutora em medicina preventiva pela USP, afirmou: “Sabemos que hoje o trabalho adoece!”.

No entanto, quando somos obrigados a mudar bruscamente o estilo de vida, sentimo-nos privados de nossa liberdade e é exatamente essa experiência que a maioria das pessoas têm vivenciado desde que o mundo foi atingido pela pandemia da covid-19. De início, nos sentimos perplexos e cheio de incertezas. Longe dos amigos e das atividades habituais, muitos têm a sensação de estar aprisionados no lugar que deveria ser considerado, no mínimo, o porto seguro: a própria casa.

Mesmo diante do cenário assustador em que nos encontramos, é possível tirar algo de bom dessa situação, uma vez que não nos resta outra alternativa a não ser ficarmos isolados em nosso reduto familiar. Nesse momento, seguir as dicas de especialistas em saúde mental, pode fazer toda a diferença.

Vittude blog alerta: “Se libertar de frustrações, culpas, desentendimentos ou outras emoções nocivas pode ser um caminho longo, mas pode começar com algumas tarefas interiores”. O site traz 5 práticas essenciais para o bem-estar que incluem ‘acalmar a mente, fazer o que tem que ser feito, criar conexões verdadeiras, sonhar a si mesmo e abraçar suas incertezas’. 

Então, que tal aproveitarmos para fazer uma "faxina" em nós mesmos, tirar a poeira de ideias que ficaram engavetadas e resgatar sonhos que ficaram esquecidos num canto? Ou quem sabe ler aqueles livros que gostaríamos de ter lido e para os quais nunca sobrava tempo? E quanto aos que dividem o mesmo teto conosco: será que sabemos quais são os seus sonhos, suas angústias? Somos família ou nos tornamos estranhos uns para os outros?

A redescoberta de que fazermos coisas juntos como preparar um jantar especial, folhear um álbum de fotografias ou contar histórias numa roda de conversas pode fazer uma grande diferença em tempos de quarentena e isolamento social

Como disse Fernando Pessoa, "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!" Assim, embora "encarcerados" no corpo, nossa mente permanecerá livre para criar infinitas possibilidades de sermos felizes.


TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Anna Clara Vianna

  Promover informação para os alunos e a formação dos professores no que tange as tecnologias é, antes de tudo, provocar uma reflexão sobre ...