sexta-feira, 30 de outubro de 2020

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Anna Clara Vianna

 













Promover informação para os alunos e a formação dos professores no que tange as tecnologias é, antes de tudo, provocar uma reflexão sobre a nova forma de pensar e olhar o ensino.

      Sabe-se que, nos últimos anos, a sociedade passou por inúmeras transformações culturais, políticas, econômicas e educacionais, que começaram a surgir a partir da Revolução Industrial, quando a tecnologia experimentou um desenvolvimento acelerado em máquinas transporte e em diversos setores.

       Hoje, são perceptíveis os impactos causados pelas tecnologias no ensino. Se antes, o professor era visto como reprodutor do conhecimento e o aluno um simples receptor, com as novas concepções, docentes e discentes passam a ter mais protagonismo na transformação da sociedade. Diante desse novo cenário,  uma nova forma de utilizar as ferramentas se fez necessária.

       Antes, os recursos utilizados na sala de aula se resumiam a lousa, livros didático, pincel e giz, mas,  com crescimento dos recursos tecnológicos, o professor passou a dispor de uma série de novos instrumentos. Porém, mesmo considerando a importância da escola, muitos docentes recusaram a aderir ás novas possibilidades, que trouxe muitas consequências ruins. Mas, os fatos são inegáveis, as tecnologias vieram para ficar e fazem parte do nosso contexto, podendo contribuir para a educação em diversos aspectos. Por isso, os indivíduos precisam se adaptar a nova realidade, bem como saber manusear essa ferramenta de forma crítica e racional. 

        Segundo o Art. 5° da Constituição Federal, " todo cidadão tem direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral’’, deixando claro que é dever da escola promover a informação sobre as novas ferramentas tecnológicas. Todavia, na prática, o professor é desafiado diariamente a promover informação sobre TICs para os alunos sem a formação adequada. Isso nos faz perceber a necessidade de uma mudança no modo de pensar e no olhar para escola, bem como de aumentar os investimentos no ensino de tecnologias educacionais.

         As possibilidades trazidas pela Tecnologia da Informação e Comunicação para o ensino já são bem conhecidas e se podem citar, por exemplo,  a promoção da educação digital, para combater o mau uso, que muitas vezes, crianças, jovens e adultos fazem dessas ferramentas. De acordo com a pesquisa intitulada "Impactos do uso do telefone celular na saúde de crianças e adolescentes’’, realizada pelos médicos Aracy Pereira e Alberto Luís, cerca de 60% das crianças entre 5 e 13 anos, passam horas conectadas diariamente, sem a supervisão dos pais. Esses dados revelam a urgência de uma educação digital na escola.  

       Outra possibilidade que as TICs oferecem é a dinamicidade de textos disponíveis na internet. Dessa forma, além de impressos, outros em PDF e tecnologias como áudio books, vlog, blog, estarão a um clique dos estudantes.  Nesse momento, o papel do professor de Língua Portuguesa é, justamente, a partir de uma boa formação, buscar conhecimento acerca das tecnologias  para direcionar o aluno a utilizar e interpretar as linguagens tecnológicas, bem como olhar para as redes sociais de forma crítica. 


TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Celene Araújo

 

       As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) representam formas tecnológicas variadas de comunicar e informar, mediadas por funções de hardware e software, em geral telematicamente. 

Na educação, por exemplo, podem representar um recurso criativo de que o professor poderá lançar mão, tornando o ensino e a aprendizagem mais didáticos e dinâmicos. 

    As Tecnologias da Informação e Comunicação, doravante TICs, referem-se a diferentes maneiras de nos comunicarmos por meios de tecnologias distintas, através das funções de hardware, software e telecomunicações. 

   Quando relacionadas à educação e ao processo de ensino-aprendizagem, o professor tem ao seu alcance a possibilidade de transformar a tecnologia num recurso criativo e didático para facilitar, de forma dinâmica o aprendizado do aluno. No caso das aulas de Língua Portuguesa, se bem aproveitadas, essas ferramentas podem transformar a educação, pois além de deixarem os alunos mais à vontade, já que esse público domina a tecnologia embarcada em aparelhos eletrônicos, a presença da rede mundial de computadores facilitaria o acesso a uma gama, teoricamente, interminável de conteúdos e textos, melhorando e diversificando o aprendizado de língua materna. 

   Outro benefício seria a economia de papel e impressos de maneira geral, o que é bastante vantajoso em tempos de preocupação com sustentabilidade. No entanto, para que as TICs tragam resultados favoráveis, se faz necessário que o professor possua uma série de habilidades e conhecimentos, só adquiridos por meio de programas de formação específicos, já que que grande parte dos docentes que atuam hoje na sala de aula, nasceram antes do “boom” tecnológico invadir nosso cotidiano. 

   É preciso lembrar que nossos alunos pertencem a categoria chamada de nativa digital, também conhecida, vulgarmente, entre os educadores como “crianças com chips”. Essas ferramentas podem ser bem utilizadas e bem aproveitadas, quando trabalhadas de forma dinâmica, de modo a envolver os alunos, tornando a aula mais interessante. Todavia, há desafios a serem transpostos antes da mudança de cenário e uma das grandes barreiras está na formação de professores. 

    É justamente nessa importante área que residem questões que, volta e meia, surgem no caminho entre a aula analógica e a digital. Para grande parte dos profissionais da educação, a presença de aparelhos eletrônicos (smartphones, celulares e tablets) é sinônimo de “bagunça”. Segundo os que pensam assim, o celular distrai os alunos e, na tentativa de barrar seu uso indevido, se consome boa parte do tempo útil da aula. 

   Contudo, é preciso entender como funciona a cabeça dos atuais professores, que além de serem migrantes digitais, têm em mente que a chegada da tecnologia pode representar o fim de sua autoridade, pois haveria uma inversão de papéis, na qual os alunos passariam a demonstrar mais conhecimento que os próprios mestres.

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Keila Moraes

Há muito tempo se discute a inclusão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como recurso e auxílio nas aulas dos professores em salas de aula, o recurso agrega uma infinidade de possibilidades para o ensino. 

No caso específico das aulas de linguagens, que mobilizam a leitura de textos, as ferramentas digitais podem interferir positivamente na ampliação da variedade de autores e gêneros de escritos sobre o mesmo assunto, através de pesquisas na rede.   

A facilidade de acesso a diferentes conhecimentos que podem advir de fontes diversas é outro ponto a favor da inclusão digital que as TICs podem trazer ao ensino, já que dá aos alunos, a oportunidade de formular suas próprias ideias e convicções sobre mundo, retirando a hegemonia do livro didático e colocando em xeque as fórmulas estáticas de transmissão de conteúdos.

            É importante esclarecer que, mesmo experimentando um formidável desenvolvimento, a sociedade atual ainda encontra problemas para levar as vantagens oferecidas do smartphone à sala de aula.          

  As barreiras são várias como a falta de capacitação dos professores, que nesse quesito, ainda têm formação precária; outro problema está na legislação que proíbe a utilização de aparelhos eletrônicos nas escolas, argumento usado por muitas instituições para não lançarem mão das TICs país afora. As que se propuseram ao necessário desafio se debatem, agora, com questões como a filtragem do vasto conteúdo disponível na internet, que se agrava pela falta de ensino apropriado, de incentivo e até de aparelhos nas escolas.

Todos esses percalços se refletem na pouca adesão às TCIs, por parte dos educadores, é o que aponta uma recente pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), na qual o total de professores adeptos ao smartphones como aliado de seu trabalho não ultrapassa os 49%.

           Mas, ainda que o despreparo seja evidente, muitos profissionais da educação não o reconhecem, preferindo alegar em sua defesa, a falta de incentivo governamental, o que não deixa de ser verdade. Contudo, o professor, assim como profissionais de outras áreas, deve buscar o constante aperfeiçoamento, o que passa por diagnosticar as lacunas em seu aprendizado a fim de superá-las.

Agindo assim, as escolas brasileiras deixam de dar a devida importância aos avanços tecnológicos como as redes sociais, plataformas digitais, entre ouros, promovendo a exclusão de parte dos alunos, que por seu turno, do lado de fora do muro, têm cada vez mais necessidade de se conectarem ao mundo.

Ao contrário, quando se permite que o aluno utilize o celular, computador ou tablet na sala de aula, o professor lhe dá independência e responsabilidade, como afirma Vani Moreira Kenski, doutora em educação, no livro: Educação e Tecnologia: o novo ritmo da informação, ao dizer que “não há dúvida de que as novas tecnologias de comunicação e informação trouxeram mudanças consideráveis e positivas para a educação”.

Cabe ressaltar ainda, que há, por parte da sociedade, a necessidade de se compreensão das tecnologias que se renovam diariamente em grande velocidade e, de maneira especial, nas aulas de Língua Portuguesa, perceber as possibilidades de utilizá-las no aprendizado de maneira eficiente e segura.

 

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Milena Santos

   Caminhando para segunda década do século XXI, no Brasil, está cada vez mais difícil encontrar alguém que não tenha um smartphone com acesso à internet nem que seja com um pequeno pacote de dados móveis para utilizar aplicativos de mensagens instantâneas e ficar por dentro do que acontece nas redes sociais. 

    Esse é apenas um exemplo, pois, hoje, existem inúmeros aplicativos, sistemas e programas disponíveis, prometendo facilitar cada dia mais a vida das pessoas, se usados de maneira positiva, claro!

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) já fazem parte da nossa vida e dos estudantes e está cada vez mais claro que elas podem fazer uma grande diferença se utilizadas na educação, mais precisamente no ensino de Língua Portuguesa. Prova disso são os aplicativos e programas gratuitos, que podem ser benéficos à vida escolar, como: Google Classroom, Google Meet, Youtube, Wordpress, Instagram e Facebook, amplamente acessados.

          Mas, contraditoriamente, vivemos um contraste que nos evidencia, de um lado, as várias ferramentas digitais disponíveis para educação e uma sociedade extramuros que, de modo geral, se mostra familiarizada com ela e, do outro, uma realidade educacional que parece ter escolhido ficar distante das TICs.

            Esse fosso é acentuado pelo parco domínio das ferramentas por parte dos professores, a estrutura física inadequada das unidades de ensino e a falta de recursos tecnológicos. O panorama nos faz refletir sobre os desafios, mas também nos impele a vislumbrar as possibilidades.

          Acerca dos desafios, podemos destacar os baixos investimentos no ensino, que dificultam a utilização das TICs pelos professores e alunos, impedindo o conhecimento sobre a utilização das ferramentas digitais na rede pública . Outra pedra no caminho dos educadores está na quase inexistência do debate acerca do assunto na formação inicial oferecida nas universidades e faculdades, o que os fazem chegar à sala de aula sem o devido preparo.

          Mas, a busca pela inclusão digital nas escolas não vive apenas de  dificuldades, pois, precisamente no ensino de Língua Portuguesa, as possibilidades são muitas, sobretudo se os educadores superarem as amarras da legislação que proíbe o uso de smartphones em sala de aula, já que esses aparelhos cada vez mais democratizados, poderiam ser uma opção viável ao uso burocratizado do laboratório de informática, lançando luz sobre a maioria dos problemas relativos às TICs.

          Muitos recursos até já fazem parte da vida da maioria dos alunos da educação básica e podem ser explorados em aulas de português, como é o caso do “sala de aula” do pacote G- Suite Google, além da plataforma de vídeos Youtube e o Blogger, indicado para escrita colaborativa de textos.

Para Roseli Alexandre, professora e especialista em ensino de Língua Portuguesa, as atividades de produção textual serão mais prazerosas e criativas se forem estabelecidas possibilidades de conexão com a vida dos adolescentes, porque não se pode imaginar uma educação avessa às modernidades.

           Vale ressaltar que a proposta acima não exime estados e municípios da responsabilidade pela adequação das estruturas das unidades de ensino, bem como da aquisição de equipamentos, para que o ensino se insira no mundo digital, como preconiza a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

           Débora Leal e Tereza Lima, doutorandas em educação pela Universidade Internacional Três Fronteiras, afirmam que para que ocorra uma inclusão digital nos domínios escolares, se faz necessário o desenvolvimento de políticas abertas para que se obtenha uma formação docente precursora de uma efetivação eficiente dos meios tecnológicos.

          Desse modo, podemos afirmar também que, a partir do momento em que os educadores tiverem o conhecimento no manuseio dessas tecnologias, tanto na formação acadêmica quanto na posterior formação continuada, poderão criar e aprimorar metodologias de ensino mais dinâmicas, que chamem a atenção dos alunos e os motivem a estudar e aprender com as TICs.

          Sabemos que discutir o ensino de língua materna com o auxílio das tecnologias na atual realidade da educação pública brasileira constitui-se num grande desafio. No entanto, esse desafio não pode ser maior do que a vontade de superá-lo, e, para isso, é preciso que os professores da área deem um passo na direção das ferramentas tecnológicas com inteligência, para explorar as possibilidades que estejam ao seu alcance.

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E O USO DAS TICS. Por Marta Eduarda da Silva Oliveira

 

Nos últimos anos, nos deparamos com o avanço significativo das ferramentas digitais, que colocaram ao alcance de alunos e professores, uma série de conteúdos e ferramentas que possibilitam a aprendizagem em todos os campos do saber. Essas mudanças implicaram na necessidade de se repensar o ensino e promover novas formas de ensinar e aprender mediadas pelas Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

Entretanto, apesar das potenciais vantagens das TICs na educação, sua implementação gratuita, sem capacitação dos professores e adequação dos currículos, não garante sua utilização, nem tampouco melhora a aprendizagem e o ensino.

Beatriz Machado, Nara Chiappara e Adriana Silva, mestres em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), nos apresentam uma proposta de trabalho na língua portuguesa por meio da multimodalidade como recurso de aprendizagem de leitura e escrita, na qual as TICs são utilizadas em experimentos que visam, justamente, a modificação das práticas de ensino.

De acordo com as pesquisadoras, a inclusão das TICs nos currículos escolares ressignificou o papel do professor de Língua Portuguesa, entretanto, a incrementação de propostas e recursos educativos baseados nas mesmas depende de diversos fatores, tais como a formação dos professores e dos demais profissionais que integram a instituição; a disponibilização de apoio tecnológico, exploração de ideias sobre o valor educativo das TICs, além de planejamento pedagógico e de uma visão do que significa ensinar e aprender.

As TICs oferecem diversas opções e recursos para melhorar as práticas de ensino de língua portuguesa e delineiam outras novas, mas a falta de preparo dos profissionais e de boas condições de desenvolvimento das atividades, acaba interferindo no desenvolvimento dos alunos, pois mesmo que possua equipamentos, nem sempre a escola possui a quantidade adequada de computadores necessários ou em bom funcionamento e com internet de qualidade.

É indispensável que se busquem novas práticas de ensino por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação, de modo que elas possam vir a corresponder a essa mudança de perspectiva por meio de novas formas de mediação entre professor e aluno.

Para que seja possível alcançar bons resultados através da inserção das TICs, é necessário que as secretarias de educação invistam no preparo dos profissionais, em capacitações, formação de professores, revisões dos currículos e dos projetos políticos-pedagógicos (PPP) das escolas, levando em consideração o contexto social de cada aluno.

 

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Ariane Almeida da Silva

 


A Utilização das TICs no ensino de língua portuguesa leva-nos a refletir sobre sua aplicabilidade (pesquisas, substituição do suporte físico) uma vez que seu uso implica dizer que abrangerá janelas que irão possibilitar uma forma maleável no ensino. Por outro lado, isso acarreta também em desafios que precisam ser pensados para que esse novo modelo de educação venha de fato melhorar a instrução dos professores e aprendizado dos alunos.

Todas essas possibilidades, se associam ao procedimento e a prática de ensino do professor, fazendo com que a  aula se torne muito mais interessante e dinâmica, tendo em vista, que o uso das mídias na escola é bem mais atraente para o aluno, que têm mais facilidade de incorporá-las que os professores.

Esse contexto de ensinar e aprender com as tecnologias é um desafio contemporâneo, que requer um pensar da educação para evitar usos parciais ou ineficazes dessas tecnologias.

Estamos diante de uma realidade em que professores que ensinam o uso das TICs e alunos que aprendem por intermeio desta, embora existam iniciativas para superar essa distorção na educação, já que há um certo incentivo do governo para os programas de formação.

A maioria dos professores tem feito adaptações, buscando se adequar às TICs, outros tantos, têm fechado os olhos para a importância delas. Nesse último grupo, se situam, principalmente, àqueles que estão no final de carreira e que preferem a prática de ensino tradicional, pelo fato de ser mais cômoda. Em outras palavras, preferem o ensino tradicional com textos impressos e apostilas.

Muito embora, as TICs sejam amplamente utilizadas em propostas didático-pedagógicas, esses usos são ainda questionáveis. Dessa maneira, é preciso entender que o valor da tecnologia não está nela em si, mas no uso que fazemos dela.

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Anna Clara Vianna

  Promover informação para os alunos e a formação dos professores no que tange as tecnologias é, antes de tudo, provocar uma reflexão sobre ...