Há muito tempo se discute a inclusão das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) como recurso e auxílio nas aulas dos professores em salas de aula, o recurso agrega uma infinidade de possibilidades para o ensino.
No caso específico das aulas de
linguagens, que mobilizam a leitura de textos, as ferramentas digitais podem
interferir positivamente na ampliação da variedade de autores e gêneros de
escritos sobre o mesmo assunto, através de pesquisas na rede.
A facilidade de
acesso a diferentes conhecimentos que podem advir de fontes diversas é outro
ponto a favor da inclusão digital que as TICs podem trazer ao ensino, já que
dá aos alunos, a oportunidade de formular suas próprias ideias e convicções
sobre mundo, retirando a hegemonia do livro didático e colocando em
xeque as fórmulas estáticas de transmissão de conteúdos.
É importante esclarecer que, mesmo experimentando um formidável desenvolvimento, a sociedade atual ainda encontra problemas para levar as vantagens oferecidas do smartphone à sala de aula.
As barreiras são várias como a falta de
capacitação dos professores, que nesse quesito, ainda têm formação precária;
outro problema está na legislação que proíbe a utilização de aparelhos
eletrônicos nas escolas, argumento usado por muitas instituições para não
lançarem mão das TICs país afora. As que se propuseram ao necessário desafio se debatem, agora, com questões como a filtragem do vasto conteúdo disponível
na internet, que se agrava pela falta de ensino apropriado, de incentivo
e até de aparelhos nas escolas.
Todos esses
percalços se refletem na pouca adesão às TCIs, por parte dos educadores, é o
que aponta uma recente pesquisa do Centro de Estudos sobre as
Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), na qual o total de
professores adeptos ao smartphones
como aliado de seu trabalho não ultrapassa os 49%.
Mas, ainda que o despreparo seja evidente, muitos profissionais da educação não o reconhecem, preferindo alegar em sua defesa, a falta de incentivo governamental, o que não deixa de ser verdade. Contudo, o professor, assim como profissionais de outras áreas, deve buscar o constante aperfeiçoamento, o que passa por diagnosticar as lacunas em seu aprendizado a fim de superá-las.
Agindo assim, as
escolas brasileiras deixam de dar a devida importância aos avanços tecnológicos
como as redes sociais, plataformas digitais, entre ouros, promovendo a exclusão
de parte dos alunos, que por seu turno, do lado de fora do muro, têm cada vez
mais necessidade de se conectarem ao mundo.
Ao contrário,
quando se permite que o aluno utilize o celular, computador ou tablet na
sala de aula, o professor lhe dá independência e responsabilidade,
como afirma Vani Moreira Kenski, doutora em educação, no livro: Educação e
Tecnologia: o novo ritmo da informação, ao dizer que “não há dúvida de que as novas tecnologias de comunicação e informação trouxeram
mudanças consideráveis e positivas para a educação”.
Cabe ressaltar
ainda, que há, por parte da sociedade, a necessidade de se
compreensão das tecnologias que se renovam diariamente em grande velocidade e,
de maneira especial, nas aulas de Língua Portuguesa, perceber as possibilidades
de utilizá-las no aprendizado de maneira eficiente e segura.

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