sexta-feira, 30 de outubro de 2020

TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. Por Celene Araújo

 

       As Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) representam formas tecnológicas variadas de comunicar e informar, mediadas por funções de hardware e software, em geral telematicamente. 

Na educação, por exemplo, podem representar um recurso criativo de que o professor poderá lançar mão, tornando o ensino e a aprendizagem mais didáticos e dinâmicos. 

    As Tecnologias da Informação e Comunicação, doravante TICs, referem-se a diferentes maneiras de nos comunicarmos por meios de tecnologias distintas, através das funções de hardware, software e telecomunicações. 

   Quando relacionadas à educação e ao processo de ensino-aprendizagem, o professor tem ao seu alcance a possibilidade de transformar a tecnologia num recurso criativo e didático para facilitar, de forma dinâmica o aprendizado do aluno. No caso das aulas de Língua Portuguesa, se bem aproveitadas, essas ferramentas podem transformar a educação, pois além de deixarem os alunos mais à vontade, já que esse público domina a tecnologia embarcada em aparelhos eletrônicos, a presença da rede mundial de computadores facilitaria o acesso a uma gama, teoricamente, interminável de conteúdos e textos, melhorando e diversificando o aprendizado de língua materna. 

   Outro benefício seria a economia de papel e impressos de maneira geral, o que é bastante vantajoso em tempos de preocupação com sustentabilidade. No entanto, para que as TICs tragam resultados favoráveis, se faz necessário que o professor possua uma série de habilidades e conhecimentos, só adquiridos por meio de programas de formação específicos, já que que grande parte dos docentes que atuam hoje na sala de aula, nasceram antes do “boom” tecnológico invadir nosso cotidiano. 

   É preciso lembrar que nossos alunos pertencem a categoria chamada de nativa digital, também conhecida, vulgarmente, entre os educadores como “crianças com chips”. Essas ferramentas podem ser bem utilizadas e bem aproveitadas, quando trabalhadas de forma dinâmica, de modo a envolver os alunos, tornando a aula mais interessante. Todavia, há desafios a serem transpostos antes da mudança de cenário e uma das grandes barreiras está na formação de professores. 

    É justamente nessa importante área que residem questões que, volta e meia, surgem no caminho entre a aula analógica e a digital. Para grande parte dos profissionais da educação, a presença de aparelhos eletrônicos (smartphones, celulares e tablets) é sinônimo de “bagunça”. Segundo os que pensam assim, o celular distrai os alunos e, na tentativa de barrar seu uso indevido, se consome boa parte do tempo útil da aula. 

   Contudo, é preciso entender como funciona a cabeça dos atuais professores, que além de serem migrantes digitais, têm em mente que a chegada da tecnologia pode representar o fim de sua autoridade, pois haveria uma inversão de papéis, na qual os alunos passariam a demonstrar mais conhecimento que os próprios mestres.

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