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| Mesmo com a complexidade, fazer as pazes com a mente é necessidade inadiável |
Foi tudo muito rápido, algo de ruim aconteceu e está tirando a
tranquilidade das pessoas mundo a fora. A notícia veio à tona quando a
Organização Mundial de Saúde (OMS) informou sobre uma nova doença que até o
final de janeiro de 2020, muito embora se soubesse causada pelo Novo
Coronavírus, não tinha nome definido.
Por isso, os governos foram alertados a fim de
monitorar e realizar testes em casos suspeitos. Mas estariam os países
preparados para a situação?
O
primeiro caso surgiu na China, em dezembro de 2019. No início de março,
essa doença assumiu status de pandemia, conforme foi divulgado
no G1, em 03 de abril deste ano. Até essa data, já eram 114 países atingidos
pelo Novo Coronavírus. Entre o período de janeiro a março, o número de
infectados saltou de 100 para 800 mil no mundo, e em 02 de abril ultrapassou
1milhão de casos. Só depois de tudo isso a OMS percebeu que não se tratava de
uma doença qualquer, começando a orientar ‘ministérios da saúde’ para medidas e
ações visando conter o avanço dessa enfermidade. Entre elas estavam o
isolamento social e a quarentena.
Essa última vem
provocando ansiedade e medo nas pessoas por causa da insegurança
gerada, já que o comércio ficou fragilizado economicamente, pessoas perderam
seus empregos, eventos começaram a ser cancelados ou adiados
indefinidamente. Mas, nada disso se compara a morte de mais de 54 mil pessoas,
segundo o (G1), número elevado mesmo frente aos mais de 218 mil recuperados.
Apesar
dos problemas que surgiram, sabe-se que é possível bem-viver na quarentena e um
dos meios de conquistar isso é valorizar a família e utilizar meios para
preservar a saúde. Dessa forma, esse é um período que requer mais
harmonia dos membros familiares, além de respeito, compreensão,
dedicação, ajuda nas tarefas domesticas. E, como ninguém é de ferro, ver
filmes juntos também pode ser uma alternativa bem relaxante.
Ficar em casa talvez não seja um programa dos
melhores, mas, diante do imperativo de saúde pública, resta-nos evitar doenças
da mente. Para Andrea dos Santos Nascimento, psicóloga e professora da
Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) é importante que as pessoas criem
uma rotina, mesmo dentro de casa com horário para acordar, meditar e preparar o
almoço, por exemplo. A profissional, em entrevista ao site de A Gazeta, lembra
que quando a quarentena passar você verá que o tempo em família valeu a
pena.
Outro
assunto importante é a saúde física, que não pode ser deixada de lado e,
os cuidados devem ser redobrados. Buscando ainda auxiliar as famílias isoladas,
a nutricionista Ruth Cavalcanti Guilherme, presidente da Associação Brasileira
de Nutrição, recomenda a ingestão de alimentos ricos em nutrientes como o
zinco, selênio e as vitaminas A, B6, C e E, que cumprem bem o papel de
fortalecer a imunidade. Ela ainda orienta sobre a necessidade de se comer mais
frutas, legumes e peixes. Se a dieta incluir carne vermelha e de porco, essas
devem ser bem cozidas ou bem assadas e, por fim, é bom que se evite frituras,
doces, além de bebidas calóricas como refrigerantes.
Durante
esse período com tantos problemas, cada um precisa fazer a sua parte cumprindo
as orientações quanto aos cuidados que tornam a vida mais saudável e contribuem
para o bem-viver.

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