terça-feira, 16 de junho de 2020

EM TEMPOS DE QUARENTENA - Por Ana Cleide Araújo

A delicada arte de manter o equilíbrio emocional


De acordo com a OMS, saúde é o “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de afecções e enfermidades”. Para isso é necessário cuidar não somente do corpo, mas também das emoções. 
Mas, no século XXI, nos habituamos a uma vida agitada, sempre correndo de um lado para o outro: trabalho, academia, shopping center, etc. as consequências é que passamos a manifestar quadros de fadiga, estresse, síndrome de burnout, depressão, entre outros problemas de natureza física e psicológica. 

Em 2013, num evento na Fiesp em que especialistas debateram temas sobre saúde e bem estar, na ocasião, Ana Maria Malik, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutora em medicina preventiva pela USP, afirmou: “Sabemos que hoje o trabalho adoece!”.

No entanto, quando somos obrigados a mudar bruscamente o estilo de vida, sentimo-nos privados de nossa liberdade e é exatamente essa experiência que a maioria das pessoas têm vivenciado desde que o mundo foi atingido pela pandemia da covid-19. De início, nos sentimos perplexos e cheio de incertezas. Longe dos amigos e das atividades habituais, muitos têm a sensação de estar aprisionados no lugar que deveria ser considerado, no mínimo, o porto seguro: a própria casa.

Mesmo diante do cenário assustador em que nos encontramos, é possível tirar algo de bom dessa situação, uma vez que não nos resta outra alternativa a não ser ficarmos isolados em nosso reduto familiar. Nesse momento, seguir as dicas de especialistas em saúde mental, pode fazer toda a diferença.

Vittude blog alerta: “Se libertar de frustrações, culpas, desentendimentos ou outras emoções nocivas pode ser um caminho longo, mas pode começar com algumas tarefas interiores”. O site traz 5 práticas essenciais para o bem-estar que incluem ‘acalmar a mente, fazer o que tem que ser feito, criar conexões verdadeiras, sonhar a si mesmo e abraçar suas incertezas’. 

Então, que tal aproveitarmos para fazer uma "faxina" em nós mesmos, tirar a poeira de ideias que ficaram engavetadas e resgatar sonhos que ficaram esquecidos num canto? Ou quem sabe ler aqueles livros que gostaríamos de ter lido e para os quais nunca sobrava tempo? E quanto aos que dividem o mesmo teto conosco: será que sabemos quais são os seus sonhos, suas angústias? Somos família ou nos tornamos estranhos uns para os outros?

A redescoberta de que fazermos coisas juntos como preparar um jantar especial, folhear um álbum de fotografias ou contar histórias numa roda de conversas pode fazer uma grande diferença em tempos de quarentena e isolamento social

Como disse Fernando Pessoa, "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!" Assim, embora "encarcerados" no corpo, nossa mente permanecerá livre para criar infinitas possibilidades de sermos felizes.


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